Benvindo à Foz do Arelho

Benvindo!
Aconchegada nas encostas de declives dóceis, abrigada da nortada forte, a Foz do Arelho é dona de paisagens de rara beleza sobre o espelho verdejante da Lagoa de Óbidos.
Convidamo-lo a assistir a amanheceres de silenciosa nebelina, de aromas de sal e de iodo, de areão frio pisado na rebentação.
Encoste-se a um pôr do sol morno, que se afasta à cadência lenta da vara que vai empurrando a bateira.
Benvindo à Foz do Arelho!

Breve História
A freguesia da Foz do Arelho foi criada no ano de 1919 pela Lei nº839, de 5 de Julho desse ano, diploma através do qual o governo a desanexou da freguesia da Serra do Bouro.
Começou antes disso por ser um pequeníssimo povoado piscatório de casebres humildes.
A forte rebentação na embocadura do rio roubou a vocação atlântica à terra, que pescava na Lagoa e cultivava os terrenos adjacentes.
Definitivamente marcada pelo morgadio instituido em 1580, os habitantes pagaram tributo à Quinta de Nossa Senhora da Guadalupe, até à extinção da enfiteuse, já na década de 80.
Fizeram parte da vida da Foz do Arelho homens como o Rei D. Carlos I e Francisco Almeida Grandella. Desde cedo foi descoberta pelas elites intelectuais como destino de veraneio, muito antes do “advento” Algarvio.
Quase desertificada pelo forte movimento de emigração, recebeu muitíssimos portugueses regressados das ex-colónias na década de 70.
Desde sempre que a Foz do Arelho tem manifestado uma vocação cosmopolita, que tem sabido perpetuar sem se deixar descaracterizar. O reconhecimento dessas características culminaram, no ano de 2009, com a elevação da Foz do Arelho a Vila.

Lagoa
É umbilical a relação da Foz do Arelho com a Lagoa de Óbidos, desde sempre e até hoje o sustentáculo da economia local.
Da Lagoa se dizia antigamente que “dava pão e vinho”, pois para além do pescado era com o limo (algas) aí apanhado que se adubavam os terrenos agrícolas.
Caldeirada de peixe, ensopado de enguias e amêijoa à bulhão pato. Porventura os aromas e sabores mais afamados que algumas cozinheiras ainda sabem retirar com mestria das águas calmas da Lagoa.
Mais que sustento, a Lagoa é vida, energia que merece ser respirada.
Alvo de várias intervenções de requalificação ambiental, é um ecossistema de equilíbrios frágeis, que importa preservar. Coexistem aqui aves nidantes e desportitas movidos a vento.

 

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